
Eram sete da tarde, já o sol se tinha posto naquela nortenha cidade.
Estava frio.
Por cima daquela ponte toda de ferro, ambos choravam.
Ela ficara parada a olhar para ele de costas voltadas ao amor da sua vida.
Não queria acreditar.
A própria ponte chorava com eles, de tão pesada que estava, de tantas mágoas que tinha que carregar, com tantas tristezas, com tantas lágrimas, com tanto desespero.
«Volta.
Volta outra vez.
Por favor, volta-te para trás, e vem a correr para mim.
Eu recebo-te de braços abertos.
Como já o fiz antes.
Eu desculpo-te.
Afinal, não passa de uma coisa sem importância.
Mas por favor, volta!
Quero sentir o calor dos teus braços outra vez junto ao meu corpo.
Sentir os teus lábios a segredar junto do meu ouvido.
Ter a palma da tua mão junto à minha.
Ouvir-te pelo telefone.
Ouvir-te dizer que me amas.
Olhar-te nos olhos.
De chorar contigo e por ti.
De rir contigo.
Tudo!
Sei que sentes o mesmo.
Sinto a lágrima redonda a cair pela tua bochecha.
Uma não. Várias!
Sinto teu o coração apertado, como o meu.
Dá-nos uma chance.
Volta.
Por favor, volta!»
Agora, mais que nunca, o frio era demasiado.
À volta dela, as pessoas andavam tanto em passo acelerado, como em câmara lenta.
Ela, é que não se mexia. Perdeu tudo.
Tudo o que a fazia andar, sonhar, respirar, viver.
Ali ficou...Pela noite dentro, quase que congelada. À espera dele.
Por cima daquela ponte toda de ferro, ambos choravam.
Ela ficara parada a olhar para ele de costas voltadas ao amor da sua vida.
Não queria acreditar.
A própria ponte chorava com eles, de tão pesada que estava, de tantas mágoas que tinha que carregar, com tantas tristezas, com tantas lágrimas, com tanto desespero.
«Volta.
Volta outra vez.
Por favor, volta-te para trás, e vem a correr para mim.
Eu recebo-te de braços abertos.
Como já o fiz antes.
Eu desculpo-te.
Afinal, não passa de uma coisa sem importância.
Mas por favor, volta!
Quero sentir o calor dos teus braços outra vez junto ao meu corpo.
Sentir os teus lábios a segredar junto do meu ouvido.
Ter a palma da tua mão junto à minha.
Ouvir-te pelo telefone.
Ouvir-te dizer que me amas.
Olhar-te nos olhos.
De chorar contigo e por ti.
De rir contigo.
Tudo!
Sei que sentes o mesmo.
Sinto a lágrima redonda a cair pela tua bochecha.
Uma não. Várias!
Sinto teu o coração apertado, como o meu.
Dá-nos uma chance.
Volta.
Por favor, volta!»
Agora, mais que nunca, o frio era demasiado.
À volta dela, as pessoas andavam tanto em passo acelerado, como em câmara lenta.
Ela, é que não se mexia. Perdeu tudo.
Tudo o que a fazia andar, sonhar, respirar, viver.
Ali ficou...Pela noite dentro, quase que congelada. À espera dele.
Que não voltou.
[Ponte D.Maria Pia/D.Luis, Porto]
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